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Regra dos líquidos na bagagem de mão: padrão IATA e o que muda em cada aeroporto

Por Redação Giro de Destinos· 20 de julho de 2026· 5 min de leitura· Atualizado em 26 de julho de 2026Apoio de IA
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Paisagem de Regra dos líquidos na bagagem de mão: padrão IATA e o que muda em cada aeroporto.
Foto por CDC / Unsplash

A regra dos 100 ml para líquidos na bagagem de mão está mudando. Descubra como os novos scanners de tecnologia CT estão flexibilizando o transporte de itens pessoais e o que permanece obrigatório nos padrões internacionais da IATA.

O panorama atual do transporte de líquidos em voos internacionais

A segurança da aviação civil mantém diretrizes rigorosas para o transporte de substâncias líquidas, pastosas e em gel na bagagem de mão para garantir a proteção de todos os passageiros.

De acordo com os padrões amplamente adotados pela indústria e endossados pela International Air Transport Association (IATA), o limite fundamental baseia-se na restrição de volumes que possam representar riscos químicos ou explosivos quando combinados indevidamente em grandes quantidades.

Para a maioria dos voos internacionais, a regra estabelece que todos os líquidos devem estar contidos em recipientes individuais com capacidade máxima de 100 mililitros cada.

Esses frascos precisam ser acondicionados dentro de um saco plástico transparente e selável (tipo zip-lock), com volume total não superior a 1 litro e dimensões aproximadas de 20 cm por 20 cm.

Conforme detalhado pela IATA em suas diretrizes de segurança (www.iata.org), essa padronização facilita o fluxo nos pontos de inspeção e evita que itens de higiene pessoal sejam descartados desnecessariamente durante a triagem.

É fundamental que o viajante compreenda que o limite se refere à capacidade do frasco e não ao volume do conteúdo remanescente. Se um passageiro carregar uma embalagem de 200 ml contendo apenas 50 ml de shampoo, o item ainda assim poderá ser confiscado pelos agentes de segurança, uma vez que a embalagem excede a marca permitida.

Essa norma é aplicada com rigidez em aeroportos que ainda utilizam sistemas de raio-X convencionais bidimensionais.

A revolução tecnológica: Scanners de nova geração (CT)

A grande mudança no cenário global da aviação é a implementação gradual de scanners de Tomografia Computadorizada (CT) de última geração. Esses equipamentos criam imagens tridimensionais detalhadas do conteúdo das malas, permitindo que os operadores de segurança identifiquem substâncias perigosas sem a necessidade de retirar líquidos ou dispositivos eletrônicos da bagagem de mão.

O governo do Reino Unido, por exemplo, estabeleceu metas para a modernização desses sistemas em seus principais hubs aeroportuários (www.gov.uk).

Com a utilização desses novos scanners, alguns aeroportos na Europa e nos Estados Unidos começaram a elevar o limite de líquidos de 100 ml para até 2 litros em casos específicos.

No entanto, o passageiro deve ser cauteloso: como a adoção da tecnologia não é uniforme em todo o mundo, um viajante que parte de um aeroporto 'tecnológico' com frascos grandes pode enfrentar problemas graves ao fazer uma conexão em um aeroporto que ainda opera sob as regras tradicionais dos 100 ml.

Segundo dados da Transportation Security Administration (TSA), a regra de 3-1-1 (100 ml, 1 saco transparente, 1 passageiro) continua sendo o padrão ouro para triagem nos Estados Unidos enquanto a frota de scanners é atualizada (www.tsa.gov).

A tecnologia CT não apenas aumenta a segurança, mas reduz drasticamente o tempo de espera nas filas, uma vez que elimina o manuseio constante de sacos plásticos e frascos sobre as bandejas de inspeção.

O governo do Reino Unido, por exemplo, estabeleceu metas para a modernização desses sistemas em seus principais hubs aeroportuários (www.gov.uk).

Exceções vitais: Medicamentos e alimentação infantil

Existem exceções críticas à regra dos 100 ml que visam proteger a saúde e o bem-estar dos passageiros. Medicamentos líquidos acompanhados de prescrição médica, fórmulas infantis, leite materno e alimentos para bebês são permitidos em quantidades superiores ao limite padrão, desde que declarados aos agentes de segurança no momento da inspeção.

No site oficial da TSA (www.tsa.gov), é informado que esses itens podem passar por uma triagem adicional, como a abertura de recipientes para testes de vapor.

Para medicamentos, é altamente recomendável carregar a receita médica traduzida para o inglês em voos internacionais, facilitando a comunicação com autoridades estrangeiras. Itens como gelo em gel ou bolsas térmicas usadas para manter a temperatura de medicamentos também são isentos da restrição de 100 ml, desde que apresentados de forma separada na bandeja de raio-X.

A transparência no processo evita atrasos e garante que necessidades médicas essenciais sejam respeitadas durante o trajeto.

A alimentação para bebês também deve ser apresentada separadamente. Embora não precisem estar no saco plástico de 1 litro, esses itens estão sujeitos a inspeção visual e eletrônica.

Em aeroportos do Reino Unido, por exemplo, as regras para leite esterilizado ou alimentos infantis permitem quantidades razoáveis para a duração total da viagem (www.gov.uk), garantindo conforto para as famílias em trânsito.

A alimentação para bebês também deve ser apresentada separadamente.

Dicas práticas para evitar o descarte de itens no aeroporto

Para evitar o transtorno de perder produtos de higiene pessoal caros, o planejamento deve começar no momento da arrumação da mala. Adquira kits de viagem que já contenham frascos de até 100 ml e utilize etiquetas para identificar o conteúdo.

Se o seu destino final ou conexão não houver implementado os scanners CT, o rigor do saco plástico transparente será cobrado pelos agentes locais. Lembre-se que itens duty-free comprados após o controle de segurança podem ser transportados em sacos SELT (Security Tamper-Evident Bags) devidamente lacrados.

A consistência de produtos como pastas de dente, cremes, maquiagem líquida e até aerossóis para higiene pessoal conta como líquido para os fins de segurança aeroportuária. Muitas marcas de cosméticos agora oferecem versões sólidas (shampoo em barra, desodorante em bastão) que não entram na contagem de líquidos, uma estratégia inteligente para liberar espaço no seu saco de 1 litro.

Esteja sempre atento à sinalização oficial de cada aeroporto de partida, pois as normas locais soberanas podem ser mais restritivas que as recomendações gerais da IATA.

Em resumo, embora a tecnologia esteja se movendo em direção à flexibilização, a regra dos 100 ml permanece como a norma mais segura para o viajante global evitar perdas. Consulte sempre o site da companhia aérea e dos aeroportos de conexão antes de embarcar para verificar se o terminal já opera com a tecnologia que dispensa a retirada de líquidos.

A preparação cuidadosa é o melhor caminho para uma jornada tranquila e sem interrupções nos pontos de verificação de segurança (www.iata.org).

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